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Em peças

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Se um dia ele partir, irás apanhar os pedaços do chão? E quando a noite cair, e ninguém estiver acordado, fará algum ruído?

Besta #2

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Demónios pessoais! Isso era eu hoje, todo o dia. A lutar pela minha vida enquanto me tentava concentrar no trabalho. Depois, enquanto terminava uns textos sobre, hum, demónios pessoais, tive esta sensação estranha. Senti… Senti a minha própria força. Foi como isso, mas em vez dos meus músculos era o bater de coração. É um músculo? Não, um fogo.

Não estou certo de ter causado grande dano nos meus demónios. Mas acho que eles ficaram aliviados ao espancar-me.

Besta

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Sua besta. Sua grande e feia besta. Caminho sobre as tuas costas disformes. Expiras e sou atirado ao ar como uma pena. Inspiras e sou sugado para o teu interior. Tens alguma ideia de quão frustrante isso é? Bem, talvez gostes de saber: eu não sou sempre deste tamanho. Por vezes sou bem maior. Surpreendido? B o a . Sim, estive em mim algumas vezes e isso expandiu-me. Quando estou completamente esticado cabe em mim um mundo inteiro. Fixe, não? Todas as pessoas são assim. Aposto que não sabias.

Não sei bem o que fazer contigo, besta. Não sei se te deva matar. Ou amar-te (és parte de mim, apesar de tudo). Ou apenas diminuir-te. Estou certo que saberei. Não me subestimes, Besta. Ainda tenho uns truques na manga. E parece-me que não és a única coisa a crescer dentro de mim.

telefone azul em hotel de 5 estrelas

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Os meus olhos abriram-se perante um telefone azul na casa de banho do hotel de 5 estrelas. A quem vou telefonar? A um canalizador, proctologista, urologista, a um padre? Quem entre todos merece o primeiro telefonema? Escolhi o meu pai porque os telefones de casa de banho sempre o fascinaram. Liguei para lá. Atende a minha mãe. “Mãe, posso falar com o pai?” Ela engasga-se, e então eu lembro-me que o meu pai está morto há quase um ano. “Merda. Esqueci-me que ele está morto. Desculpa, como me pude esquecer?” “Tudo bem”, disse ela. “Fiz-lhe uma chávena de café instantâneo esta manhã, e deixei-a na mesa. Como o faço há, sei lá, vinte e sete anos. E não me dei conta, até esta tarde.” Riu-se para os anjos que aguardam as nossas pausas no mais comum dos dias.

a cadeira vazia

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Olho para a tua cadeira, olho para o vazio dentro de ti. Não estás. Já não me fazes rir. Como aconteceu? Nenhuma resposta irá surgir. Porque mudaste? Visito-te e tenho que ir; vejo o teu corpo, mas não és tu. E ninguém percebe isso, pensam que ainda estás vivo. Tento sorrir apesar das lágrimas que caem.

Passando a moldura

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Tem medo do futuro e do que lhe possa trazer, e contudo chora sobre o passado e tudo o que lhe pertence. A vida é uma viagem apanhada na incerteza. Ele continuava embalado em vácuo, permitindo aos outros que o controlassem. Controlado pelas acções dos outros estava destinado a ser como eles. Seguisse os seus desejos e ficaria sozinho. O que ele não sabia: que deveria considerar a solidão como a sua derradeira oportunidade para se ouvir, para procurar as respostas ao que lhe infectava a mente.

Zero? Um adeus.

As palavras eram para ti, para nós, para o nosso planeta.
Zero seguidores... Antimatter: um nado morto.

Damien muda de hemisfério.