De amor IV
Vivemos, vivo no teu ventre que mordo e beijo, nos teus músculos doces e vivos, na tua carne sem fim. Vivo do meu corpo e do teu corpo, da nossa vida, vivemos. A todas as horas, dentro de mim, quero dizer, chamo-te, chamam-te os que nascem, os que chegam, de ti, os que a ti chegam. Vivemos e nada fazemos senão viver mais, hora após hora, e escrevemos e falamos e vivemos.