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As últimas sombras

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Eu também me faço um pouco livro, adormeço em mim...

Luz difusa. Abre-se a madrugada como uma fruta. Mulheres despidas e homens silenciosos saem das últimas sombras. Esperam-me as árvores. Porquê? Estremecem as folhas. Vou inundando-me de música.

Serena

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Serenidade. Desejo-te: eu que sei o que procuro. Olhamos a vida em torno, apaixonadamente -sempre- em nós o calor de uma chama dupla. Olhos despertos. De música nos ouvidos. Os dedos felizes. Todo o sabor agridoce da vida, na língua.

Diz-me

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Quero ouvir a sua voz dizer-me que me quer. Quero os seus braços e a sua cintura. Quero sentir no meu colo o seu desejo.

- Então... diz-me o que queres.
- Quero ver-me nos teus olhos...

Encontro

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De onde vens? O sonho esconde-se na praça em frente. O quarto vai-se inundando de mar, de barcos e peixes, aquário improvisado sobre o verniz do soalho. Na cama flutuante dois corpos nus; músculos nos meus músculos, braços delgados e ardentes, iluminados de febre, precipitam-se sem pulso.

O silêncio apunhalado volta a sombrear as paredes; um sonho de relógios ausentes sobre a cama cansada. De onde vens? São as coisas da sorte, uns encontram-na de costas, outros de frente, e eu encontrei-me nos teus olhos.

Silêncio #2

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A noite azul fala comigo, serena-me. Na varanda aberta ronda o ar, desliza pela escuridão. É um prodígio de constelações este céu. A brisa chega fresca e perfumada, não sei o que se passa, a noite contém todas as lágrimas e todos os sorrisos, sinto o peito inchado e uma enorme tranquilidade sobre mim. Abrem-se todas as minhas esperanças.

Nesta noite #2

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Nesta noite sedenta perguntei-me quem era. Esta noite encontrei-te, e fazendo do teu sangue água baptizei o meu prazer. E disse à morte que não pode matar-me! E disse ao nada que se procura apagar-me, tu, com os teus beijos, voltarás a incendiar-me!

Tu és

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Renasci ao sentir-te. Tomei-te como língua de fogo. Quero saber se o teu pulso de febre imaginou a cadência do meu sangue. Quebráste a redoma da minha essência. Rompeste os meus muros com os teu delicioso murmurar.

Cruzas os meus abismos, derramando-te nas minhas raízes.