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Tempus fugit II

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Vemos as nuvens de verão chegar e partir, e o verde sedento. Ela sorri, mas os seus lábios estão dormentes – e passam os dias.
O que somos? Respiramos, sentimos, deixamos cedo demais as nossas pequenas órbitas e caímos: crianças de um destino cansado e todos somos estranhos sem-abrigo com desejos de tranquilidade – e passam os dias.

Peço apenas uma experiência profunda para beber e, no agridoce cocktail dos anos passados, encontrar o amor derramado com todos as suas lágrimas e sorrisos – enquanto os dias passam.

Tempus fugit I

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Ele não irá dizer que a sua vida foi em vão, a tranquilidade esconde-lhe o desconsolo; mas sabe bem que, nesta terra cansada, em redor de cada ilha de felicidade há um mar de dor – e passam os dias.

Observa as suas esperanças cintilando ao longe na noite, em tempos radiantes e iluminadas na sua juventude, que o orientaram através dos anos para um amanhecer real; mas deixa-as partir – e passam os dias.

A vida? (parte II)

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Se a morte deve terminar em conflito, respondi-lhe eu, essa vida miserável não pode ser vida. Pois quem poderia aguentar a escuridão sem um amanhecer? Essa tua vida é uma morte. Pedes aos santos, cujas faces artificialmente iluminadas te asseguram da sua grace interior; se ao menos eles podessem resolver as tuas questões e satisfazer os teus ansiosos desejos. Um brilho oleoso ilumina a tua fronte, enquanto te ajoelhas dizes: "'Esta vida para me encontrar com o Senhor.” Mas a palavra que ouves foi escrita pelos homens, é a verdade de uma igreja não de uma vida divina ou eterna; é a promessa por cumprir do triunfo da vida sobre a morte, feita a troco de pecados perdoados.

Deve haver morte tal como existir o erro (não o pecado alimentado pela santa igreja), viver é a minha religião. Eu sei que esta mortal casa de barro se irá um dia dissolver e acabar por desaparecer. Digo eu, assim vivo, luto pelo que acredito, o que sinto por quem amo é a minha graça terrestre: conquisto assim…

A vida?

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Perguntei a um homem de cabelo grisalho, de ar abatido e cicatrizado por marcas de luta: a vida? Ele suspirou, deixou cair a cabeça: "A busca do prazer, alguns poucos anos de alegrias e tristezas, uma corrida para alcançar luminosos amanhãs, uma chama trémula, um brilho transitório, uma flor condenada a uma rápida decadência – florescer e morrer. É o pouco espaço que almejamos entre o berço e a sepultura; então cansados, renunciamos a respiração e a vida é tragada pela morte."

Percebi então que o homem de cabelo grisalho não estava a falar da mesma vida que eu conheço.

Amadurece

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Craig Kauffmann

Comecei a escrever um livro sobre a vida. Escrever o livro tornou-se a minha vida. Comecei a escrever um livro sobre escrever um livro. Escrever sobre escrever um livro tornou-se a minha vida.

Entretanto, amadurecia a fruta no nosso jardim.

Algumas flores de porte variado

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Quem estará livre do arrependimento? Tê-lo-á afogado com a alegria de uma bebida gaseificada? Até o poderá fazer, mas cedo a borra tóxica tocará no lábio trémulo. Tem amigos. No entanto, o ultimo sol que viu a sua felicidade, viu também a presa que o irá trespassar.

Quem pode vangloriar-se de uma manhã cinzenta? Ao colher as flores, que não pense escapar ao seu espinho.

E tudo mais

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A vida? Ainda por nascer; cumprimentamos a luz com um sussurro, como se a manhã anunciasse uma tarde nebulosa; Chorar, dormir e chorar de novo entre sorrisos solares; e mais? E crescemos em ritmo acelerado, sorrimos adultos apesar das desgraças. Aumentados pela força do que se sente; orgulhosos ao olhar o outro; e mais?

E então, finalmente, completos; amamos apaixonadamente, ardemos; reunimos fortuna e pão; e mais?