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O que sinto II

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Eu sinto o que a suave melodia acompanha, onde flores, brancas e carmim, competem entre aromas. O que eu sinto… como podem as frágeis expressar, ou o olhar, o som, ou qualquer coisa, o ano inteiro de primavera a primavera, cada estação cantada, aquilo que sinto por ti?

A favorita

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Eu sinto o que o céu expressa por via crepuscular, o tempo da primeira estrela, o sentir luminoso, flores distantes, o brilho onde se vê o esplendor solar de todos os nossos anos.

Eu sinto o que a respiração dos ventos expressa, quando, entre sorrisos madre-pérola, começa a maravilha de um amanhecer que cresce até ao milagre matinal.

Os noivos

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O céu tem uma música sempre nova; tu e eu encontrámos a selvagem e assustadora melodia de tempos agitados – Completa-se com o aroma da felicidade sentida, lágrimas agri-doce e o sorriso de uma noite assombrosa.

O que promete o dia de amanhã? "Pés a percorrer caminhos que chegam a um milhão de mundos de distância."

A terra

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A terra tem uma música tão antiga como ela própria; e tu e eu, por um breve momento, enquanto se lança o amanhecer, encontramos asas que nos elevam e ouvimos a sua voz, em cadências corais sobre mares para além da cartografia. Anima-se o vento, cantando notas sentidas.

Inquilino

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O amor nunca morre, apenas fica posto de lado embaciado por anos de vida. Vive tranquilo em profundidade, à espera do tempo, à espera de renascer. Precisa de ser abraçado, precisa de gritar, de ouvir sussurrar ao ouvido aquilo que se sente.

O amor nunca morre, é nosso inquilino.

Amar chega (para a minha irmã)

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Mutsumi Makino

Amar chega: apesar do mundo minguante e da floresta não ter voz tirando a de quem reclama, apesar do céu escuro demais para ser descoberto, apesar das sombras presas aos montes e da maravilha em mar alto.

Este dia retirou um véu sobre todos os nossos actos, no entanto as suas mãos nada tremem, os pés não vacilam; o vazio não deve assustar, o medo não deve alterar esses lábios e os olhos do amado e de quem ama.

Delícia

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Dormindo entre os golpes nocturnos, vi-te debruçar sobre a nossa cama, com a garganta nua feita para morder, quente demais para empalidecer, uma cor perfeita sem branco ou vermelho. E abriram-se os lábios, disseste – não compreendi senão uma palavra – “delícia.”