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Não como qualquer fruta

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Eu sei que os teus Iábios não são comprados como qualquer fruta; sei o que sentes e da sua raiz. Tudo isto eu sei e, sabendo, chego deliciado aos meus dias contigo; enriquecido pelo que sinto e para além da capacidade comum, aproveito todos os nossos pedaços, livremente, em tudo.

Procurador

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Todos os meus olhares te espreitam, incansáveis de te descobrir. Entristeço-me ao não te ver; diz-me o que prenuncia esse sorriso? Que coisa está escondida entre a porta meio aberta? Diz-me quem é, agora ao virar da esquina.

Procuro diariamente os teus olhos desconcertantes e, ansioso por encontrar o que procuro, estremeço ao dizer o teu nome.

Variações sobre o sentir I

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“Deixa-me sentir, e desiste desses aborrecidos protestos de amante. E vamos ser felizes, enquanto podemos, ainda que amanhã seja chamado de hoje.” Amanhã podes ser descuidado, inerte: uma noite é suficiente para o sentir ser encontrado e partir logo a seguir.

“Seja então agora, e não irei dizer que por ti morreria de diversas formas; e não irei pedir-te para declarares que irás sentir por mais tempo que a maior parte das mulheres.” Deixas então as palavras para quem as palavras, não os actos, comovem, e deixas o teu silêncio responder pelo que sentes.

Primeiro pensamento

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Akif Bhakan

O meu primeiro pensamento é o do teu corpo completamente nu, prestes a tocar a minha pele esticada... Eu sei que a luxuria e o amor são duas mãos separadas, flutuando em movimento paralelo, ocasionalmente agarrando a outra.

A dois tempos

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A mulher que amava traiu a sua confiança, e ele usou as cicatrizes por uma vida.

A mulher que amava pisava a pista de dança, enquanto cantavam o seu hino fúnebre, dobravam-se tristemente os sinos, o ano era passado para mulher que o amava.

Presente distante

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A mulher que amou, enquanto a sonhava, dançou até as estrelas escurecerem; mas apenas ela e o pulsar de um mundo distante, onde se encontra a mulher que o amou. A mulher que adorou apenas sorriu, quando ele derramou o seu sentir apaixonado.

Enquanto outro, em outra parte, beijava um livro em tempos tocado por ela.

Transforma II

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Beijei-a ao primeiro amanhecer, no corpo sentia uma dor estranhamente adocicada, uma nova e selvagem forma de felicidade que ainda não conseguia compreender. E agora, ao agarrar os teus dedos esguios, mantendo-te escravizada a pedido de um corpo ansioso, sinto a mesma estranha sede, sempre insatisfeita – porque deveria eu desejar compreender?