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Onde em tempo

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Tinha vivido debaixo de terra, e ela habitado entre nuvens. Regressou à caverna do seu nascimento. Não deviam qualquer gratidão à sorte, apenas um ao outro e ao consequente acelerar cardíaco. Nem o tempo nem o lugar ou qualquer circunstância, conseguiram manter os seus lábios, o seu peito, o seu sentir afastado.

O regresso II

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Arrependeu-se, de volta relutante; penso que alguém o terá acompanhado pelo caminho. O seu rosto era pálido e estreito; falava como se estivesse a pedir. Claro que o deixou entrar. E, desde o seu delicioso regresso, celebrou o dia, o modo como chegou, o encontro das mãos ao primeiro toque.

O regresso

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Em novo era um tormento, escondiam a sua face, alimentavam desprezo, levaram-no em amarga e profunda desgraça. Fugiu do jardim onde o haviam colocado em prisão não domiciliária, estava ferido de vida – ouvi-o gemer em tom grave: "Não irei regressar."

Ao aparecer

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Erwin Blumenfeld
Pede-lhe para esconder o seu rosto. Que puxe o tecido para a frente do olhar. Cegou pela sua beleza, sentiu a tensão no corpo, a dor perante ela. Ela espalhava luminosidade nas ruas onde passava. Derretia-se a força sobre joelhos que tremiam.

Amava-a ao aparecer da sombra, e da dor desaparecida.

O que sinto IV

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É o impulso do mundo, e de todas que o conhecem e o seguem. O Homem, no turbilhão das suas paixões geradas; a Terra, de peito pulsante por beijos ardentes. É a única coisa que paga para nascer, ou torna a morte benvinda. Esta bela, triste e perplexa Terra, tem pena de quem não o conhece. Sim, o amor.

O que sinto III

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É o centro e a circunferência; a causa e a finalidade de todas as coisas – a chave e a recompensa de tudo o que foi ou possa ser. É a senha de entrada. É o que glorifica; a maldição que marca e pesa; é a vida e morte. É a maior lei do universo; e nada pode existir sem o seu respirar.

A fonte II

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Caminhe-se sobre o mundo, sobre os muros que envolvem a escuridão. Um mundo como o nosso, vestido de sorrisos e palavras, em lugar da triste face da humanidade. A vida não deve ser atrasada, tal como o pulsar do amanhecer através de céus cinza, lavada dessa face escurecida onde se lia um epitafio escrito sobre a beleza e o sentir.