Se o homem pudesse dizer o que ama, Se o homem pudesse levar o seu amor pelo céu Como uma nuvem na luz...
Liberdade não conheço outra senão a liberdade de estar preso a alguém Cujo nome não posso ouvir sem um calafrio; Alguém por quem me esqueço desta existência mesquinha, Por quem o dia e a noite são para mim o que queira, E o meu corpo e espírito flutuam no seu corpo e espírito...
Livremente, com a liberdade do amor, A única liberdade que me exalta, A única liberdade por que morro.
Condenado estou a te amar nos meus limites até que exausta e mais querendo um amor total, livre das cercas, te despeça de mim, sofrida, na direção de outro amor que pensas ser total e total será nos seus limites da vida.
O amor não se mede pela liberdade de se expor nas praças e bares, em empecilho. É claro que isto é bom e, às vezes, sublime. Mas se ama também de outra forma, incerta, e este o mistério:
- ilimitado o amor às vezes se limita, proibido é que o amor às vezes se liberta.
Onde estão as bases de uma república genuína, com instituições livres? Temos apenas uma classe governante e uma governada. Onde estão os cidadãos, sem os quais a administração de uma cidade é uma impossibilidade? Temos apenas funcionários. Devido ao governo de tiranos, demasiado lento, existe demasiado desacordo, perde-se demasiado tempo com burlas, estes senhores escravizaram-se a si mesmos. Os cidadãos preferiram ver-se a si mesmos cair vítimas daqueles que elegeram, sem direitos legais, ilusoriamente iguais a todos.
Todas as memórias, todas as caras de dia e de noite em um milhão de sítios diferentes. Todas passaram e em dado tempo acabaram como todas as coisas em dado tempo começam.
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Se o homem pudesse levar o seu amor pelo céu
Como uma nuvem na luz...
Liberdade não conheço outra senão a liberdade de estar preso a alguém
Cujo nome não posso ouvir sem um calafrio;
Alguém por quem me esqueço desta existência mesquinha,
Por quem o dia e a noite são para mim o que queira,
E o meu corpo e espírito flutuam no seu corpo e espírito...
Livremente, com a liberdade do amor,
A única liberdade que me exalta,
A única liberdade por que morro.
Tu justificas a minha existência.
[L.Cernuda]
Tudo.
Contigo,
nos meus limites
até que exausta e mais querendo
um amor total, livre das cercas,
te despeça de mim, sofrida,
na direção de outro amor
que pensas ser total e total será
nos seus limites da vida.
O amor não se mede
pela liberdade de se expor nas praças
e bares, em empecilho.
É claro que isto é bom e, às vezes,
sublime.
Mas se ama também de outra forma, incerta,
e este o mistério:
- ilimitado o amor às vezes se limita,
proibido é que o amor às vezes se liberta.
[A.R. de Sant'Anna]
Ilimitado e liberto, é assim o nosso.
Tudo,