Que o homem é a mais nobre das criaturas, pode inferir-se de nenhuma outra ter contestado tal afirmação.
Algures II
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Os amantes, em quem a vida e o sol que chegam misturam a respiração, são atraídos pelo mesmo propósito – assim sou eu em ti. Algures por detrás de um deserto rebola o oceano do que somos – onde chegamos.
Os que se amam, como sonâmbulos dotados de uma segunda vista, caminham, passam um pelo outro, separam-se e voltam a juntar-se. Não se procuram um ao outro: encontram-se.
Onde estão as bases de uma república genuína, com instituições livres? Temos apenas uma classe governante e uma governada. Onde estão os cidadãos, sem os quais a administração de uma cidade é uma impossibilidade? Temos apenas funcionários. Devido ao governo de tiranos, demasiado lento, existe demasiado desacordo, perde-se demasiado tempo com burlas, estes senhores escravizaram-se a si mesmos. Os cidadãos preferiram ver-se a si mesmos cair vítimas daqueles que elegeram, sem direitos legais, ilusoriamente iguais a todos.
Todas as memórias, todas as caras de dia e de noite em um milhão de sítios diferentes. Todas passaram e em dado tempo acabaram como todas as coisas em dado tempo começam.
Comentários
[O. Paz]
Assim mesmo. Eu sou contigo.
Tudo,
Letra a letra revelado
No mármore distraído,
No papel abandonado
Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte.
[A.O'Neill]
As palavras que nos beijam.