Que o homem é a mais nobre das criaturas, pode inferir-se de nenhuma outra ter contestado tal afirmação.
Blue Valentine IV
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O que procuras depois de teres possuído tudo o que era dela? Pensas que é o seu amor mas o que tu procuras é a sua negação. A fome, o querer, é a única dor que ela não te poupará – e infelizmente, também isso irá morrer.
Que pode uma criatura senão, entre outras criaturas, amar? amar e esquecer, amar e malamar, amar, desamar, amar? sempre, e até de olhos vidrados, amar?
Onde estão as bases de uma república genuína, com instituições livres? Temos apenas uma classe governante e uma governada. Onde estão os cidadãos, sem os quais a administração de uma cidade é uma impossibilidade? Temos apenas funcionários. Devido ao governo de tiranos, demasiado lento, existe demasiado desacordo, perde-se demasiado tempo com burlas, estes senhores escravizaram-se a si mesmos. Os cidadãos preferiram ver-se a si mesmos cair vítimas daqueles que elegeram, sem direitos legais, ilusoriamente iguais a todos.
Os dedos das sombras sabem o caminho. Até os mais vazios, expiram mortos e deixam rastos de vida. A intuição liberta a inibição onde descansam os sonhos, cativando sem tentar. O medo é deixado só, intocável, invisível, não sentido, sem sentido. Um anjo caído, um sonho. Um pulsar que desejas, “fica”.
Comentários
Entregue a ti, porém, eu me dedico
Como tu queiras, meu Amor, como tu queiras.
Jorge de Sena
Beijo-te,
entre outras criaturas, amar?
amar e esquecer,
amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?
[C.D.de Andrade]
Beijo-te,