Tenho em mim que havemos sempre de viver juntos um com o outro que havemos de selar os nossos destinos na terra, na água, no ar e no fogo no fogo que irradias ... e que a água vem apagar e não apaga no ar que nos consome e que nós respiramos os dois juntos"
"era como que uma cadeira sentada sem um não falar de coisa alguma com a palavra por baixo nada faria prever que o vento fosse de azul para cima e que a pose uma nostalgia de movimento deambulante"
Cada vez que me sinto extraviado, confuso, penso em árvores, recordo o seu modo de crescer. Raízes e copa com a mesma medida, hei-de estar nas coisas e sobre elas. E logo, quando se abram caminhos e não saiba qual seguir, não sigo um qualquer ao azar: sento-me e aguardo. Respiro com a profundidade que respirei no dia em que nasci, sem permitir que nada me distraia: aguardo e aguardo mais ainda. Fico quieto, em silêncio, e escuto-me. E quando me ouço, levanto-me e vejo onde me levo.
Pisam a floresta escura, cuja primitiva disposição desde sempre projecta a sua sombra; ponderam a corrente e as marés do oceano, observam as variadas formas de vida que os rodeiam: as aves que assombram florestas e planicies, os peixes que nadam, os mares, os rios, as correntes e os ângulos das suas margens; espreitam a vida que decorre o espaço e o seu tempo.
Comentários
juntos um com o outro
que havemos de selar os nossos destinos
na terra, na água, no ar e no fogo
no fogo que irradias
... e que a água vem apagar e não apaga
no ar que nos consome e que nós respiramos os dois juntos"
António Gancho
Assim mesmo.
Beijo-te,
um não falar de coisa alguma com a palavra por baixo
nada faria prever que o vento fosse de azul para cima
e que a pose uma nostalgia de movimento deambulante"
[antónio gancho]
Beijo-te,