Que o homem é a mais nobre das criaturas, pode inferir-se de nenhuma outra ter contestado tal afirmação.
Querer II
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Quero-te porque és minha cúmplice e somos muito mais que dois. E pelo teu rosto sincero e o teu caminhar decidido. Quero-te em mim. Quero-te porque és quem amo, minha cúmplice em tudo e somos muito mais que dois.
O amor é uma atracção por uma única pessoa: por um corpo e uma alma. O amor é escolha... atravessa o corpo desejado e busca a alma no corpo e, na alma, o corpo. A pessoa inteira.
Ama-se uma pessoa, não uma abstracção.
No amor tudo é Dois e tudo tende a ser Um.
[O.Paz]
Amo-te porque és meu cúmplice em tudo. E por todas as outras razões partilhadas 'aqui e ali', entre nós e os outros. Sim, mais que dois, inteiros e plenos.
Cada vez que me sinto extraviado, confuso, penso em árvores, recordo o seu modo de crescer. Raízes e copa com a mesma medida, hei-de estar nas coisas e sobre elas. E logo, quando se abram caminhos e não saiba qual seguir, não sigo um qualquer ao azar: sento-me e aguardo. Respiro com a profundidade que respirei no dia em que nasci, sem permitir que nada me distraia: aguardo e aguardo mais ainda. Fico quieto, em silêncio, e escuto-me. E quando me ouço, levanto-me e vejo onde me levo.
E veio então à mente, como operar a minha própria estação, facetas de degradação, ter a astúcia de aceitar. Vagueava o olhar, movia-se tudo rapidamente. Cercado, coberto pela vontade de sobreviver para escapar ao comum, impedindo o desastre, tentando desenterrar-me. O reservatório da esperança, a metástase do sacrilégio excedente lentamente drenada pelo comum, a conformidade do rebanho.
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Ama-se uma pessoa, não uma abstracção.
No amor tudo é Dois e tudo tende a ser Um.
[O.Paz]
Amo-te porque és meu cúmplice em tudo. E por todas as outras razões partilhadas 'aqui e ali', entre nós e os outros. Sim, mais que dois, inteiros e plenos.
Contigo,
as pernas
e as ancas
o ar estagnado
que se estende
no quarto
As pernas que se deitam
ao comprido
sob as pernas
E sobre as pernas vencem o gemido
Flor nascida no vagar do quarto
[M.T.Horta]
Enlaçamo-nos assim.