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A mostrar mensagens de Fevereiro, 2012

A Sombra

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Os dedos das sombras sabem o caminho. Até os mais vazios, expiram mortos e deixam rastos de vida. A intuição liberta a inibição onde descansam os sonhos, cativando sem tentar. O medo é deixado só, intocável, invisível, não sentido, sem sentido. Um anjo caído, um sonho. Um pulsar que desejas, “fica”.

Estudo energético

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A energia condensa-se sob ti, preenchendo o pulsar venoso da terra. Sonhas de novo o oriente, já longe dos presságios graves de gente estúpida.

Para a noite, os imortais são também coisas passageiras.

Estudo II

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A água devolvia a imagem de uma mulher e, junto às suas raízes, homens como musgo. Ergueu-se de novo, a luminosidade aumentou. Cheio de oportunidade, cheio de equações, ela junto a um rio cujo caminho congela no Inverno e te permite derreter ciclicamente.

A maravilhosa mente desgastada, atormentado com o que há de magnífico de acordo com as constelações.

Estudo I

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De uma beleza grave, amantes que escrevem os seus nomes na noite, conversam em profunda escuridão, recebem novidades da maravilha e dão um passo em frente.

Viste em tempos a guerra elementar onde domínios contrários procuram a possessão. O olhar enigmático de quem dispara. Exércitos enormes, homens de pescoço suave abrigados, o colapso dos tronos e as reuniões das massas.

Tu és o reflexo do nosso estudo sobre a existência.

Não aqui

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Tenho vagueado para lá da charneca e visto o território estender-se em encostas de pedra e resíduos de verde. E vi colinas distantes permanecer no crepúsculo, nuvens purpura e ainda o limite do mar. Ouvi pássaros sobre mim e vi-os voar perto.

Vacilamos entre sorrisos e lágrimas, em perfeita tranquilidade – até que o tempo esteja pronto.

Natural de qualquer parte III

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Pisam a floresta escura, cuja primitiva disposição desde sempre projecta a sua sombra; ponderam a corrente e as marés do oceano, observam as variadas formas de vida que os rodeiam: as aves que assombram florestas e planicies, os peixes que nadam, os mares, os rios, as correntes e os ângulos das suas margens; espreitam a vida que decorre o espaço e o seu tempo.

Em consciente natureza

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Quem lhes vai contar do arrebatamento que acorda alguns homens? Que lhes irá explicar pacientemente, eles a prestar atenção, e responder de novo?

Renova-se o olhar líquido do céu, enquanto o homem passa. Entre o seu arrebatamento nenhum impulso será apressado. Nunca é uma língua comum, nunca uma palavra comum. Com a destilação pura do sentir no teu copo, onde o derramas?

Apenas um momento, em todo o tempo embriagado de mudança, para nos retirar o carácter de estranho. É esta a dor e este o prazer – o agridoce que o homem drena: a consciente natureza em que permanece.