Pode-se ter todo o aparato do mundo mas aquilo que é necessário, no fim de contas é algo assim como que um - não sei - laço... algo extremamente delicado...
Amo-te enfim, de um calmo amor prestante E te amo além, presente na saudade. Amo-te, enfim, com grande liberdade Dentro da eternidade e a cada instante.
Cada vez que me sinto extraviado, confuso, penso em árvores, recordo o seu modo de crescer. Raízes e copa com a mesma medida, hei-de estar nas coisas e sobre elas. E logo, quando se abram caminhos e não saiba qual seguir, não sigo um qualquer ao azar: sento-me e aguardo. Respiro com a profundidade que respirei no dia em que nasci, sem permitir que nada me distraia: aguardo e aguardo mais ainda. Fico quieto, em silêncio, e escuto-me. E quando me ouço, levanto-me e vejo onde me levo.
Pudesse eu dormir, como dorme uma criança; sorrir ao sonho, e sonhar contigo e sentir o sonho, e fundir-me, pouco a pouco, num outro maior. E passar pela vida de olhos bem abertos sobre um mundo interior, atento apenas ao ritmo do meu próprio coração... E passar pela vida, ser quem se evapora ao sol e perder-me uma noite, como morre uma estrela que ardeu milhares de anos sem ninguém a ter visto.
Comentários
[Lawrence Durrell]
Assim é tudo contigo.
Muito,
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.
[V. de Moraes]
É.
Muito,