Alienação I



Ontem à noite vi-a adornada para a chegada desses pés relutantes: o pequeno gorro que usa de bom grado, por causa dele, para ser mais justo. A palidez do seu rosto perfeito; o vestido escuro dobrado sobre a garganta. Ele chegou e levou-a; e assim ficaram perto e longe, ela nos seus braços desperta e ele apenas acordado, amaldicionado um cérebro que não conseguia dormir.

A sua imagem na parede, a violência das mãos de amantes cansados demais para o toque (aquelas mãos).

Comentários

Maria disse…
"Eu procurei-te e procurei-te por todos os lugares, por todos os caminhos em que andava e desandava,
uma vez ouvi os teus passos no bosque, outra vez escutei o teu riso,
mas nunca te tive entre os braços para te poder falar, para dizer-te que a minha vida ia caindo como uma gota de água,
que fazia frio e que te havia esperado sempre, nu e amante como me vês, como me tens encostado ao teu peito." F. M.

Amo-te,
Damien disse…
É “ela”, de todas as formas e entre todas as coisas, o meu mar.

És tu.
Amo-te,

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