A razão do sentir




Foi navegar sem medo em cima de uma folha de lótus, apesar da razão lhe ter pedido que o deixasse orientar. Riu-se para a ansiosa razão e respondeu, "pareces-me muito em baixo. Vai, caminha antes pela margem." E assim a razão, arrastando-se à margem e a observá-lo na frágil embarcação, adivinhava o naufrágio.

Ele despediu-se, esperando encontra-la no seu destino, um dia mais tarde.

Comentários

Maria disse…
A razão do sentir ou "a arte de viver atrás da consciência e da aplicação dos afectos." A. Alçcada Baptista

Belíssimo, tudo.
Beijo-te e abraço-te,
Damien Hamson disse…
uma gota brilhante, este imenso mundo nosso

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