Da ordem do viver



Há dias em que somos tão móveis como o vento e a sorte. Talvez ela nos sorria sob outro céu. Há dias em que a vida é clara, e aberta como o mar. E há dias em que estamos tão tranquilos que um parágrafo, um monte, uma ave que passa, e até as próprias penas nos fazem sorrir. E há dias em que estremecemos ao acariciar um seio.

Há dias em que somos tão sórdidos como uma entranha escurecida: mas a noite acaba por nos surpreender com as suas sombras. E há dias em que somos tão sombrios como em noites sinistras. Sentimos a dor do mundo e ninguém nos pode consolar.

Mas há também um dia em que partimos para nunca mais voltar... Um dia em que já nada nos pode deter!

Comentários

Maria disse…
Tu vens de longe; a pedra
Suavizou seu tempo
Para entalhar-te o rosto
Ensimesmado e lento
Teu rosto como um templo
Voltado para o oriente
Remoto como o nunca
Eterno como o sempre
E que subitamente
Se aclara e movimenta
Como se a chuva e o vento
Cedessem seu momento
À pura claridade
Do sol do amor intenso!

O Amor que move o sol e outras estrelas...
Como explicar a emoção que senti?...
Soube que o Amor é uma missão a cumprir por Nós...

[Vinicius de Moraes in, Para Viver Um Grande Amor]

Contigo,
Damien disse…
Vamos!
que outro oceano nos inflama...
Ouves?
É a Terra que nos chama

[Alda Lara]

Contigo,
Maria disse…
teu corpo seja brasa
e o meu a casa
que se consome no fogo

[Alice Ruiz]

Tudo,

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