Medo



Medo de perder ambos, de viver um sem o outro: medo de ficar preso no vento, na neblina, nos passos do dia, na luz do relâmpago, em qualquer parte. Medo que os faz abraçar, unir-se neste ar que agora juntos respiram. E procuram-se, desfazem-se num sopro e encontram-se.

Medo; bendito medo que propicia o desejo e o rapto dos que morrem juntos e logo ressuscitam.

Comentários

Maria disse…
Para atravessar contigo o deserto do mundo
Para enfrentarmos juntos...
Para ver a verdade para perder o medo

Ao lado dos teus passos caminhei

Por ti deixei meu reino meu segredo
Minha rápida noite meu silêncio
Minha pérola redonda e seu oriente
Meu espelho minha vida minha imagem
E abandonei os jardins do paraíso
Cá fora, à luz, sem véu, do dia duro
Sem os espelhos vi que estava nua
E ao descampado se chamava tempo

Por isso com teus gestos me vestiste.
E aprendi a viver em pleno vento.

É o teu rosto ainda que eu procuro
Através do terror e da distância
Para a reconstrução de um mundo puro.

[Sophia M.B.A.]

E no teu poema reconheço o caminho.

Contigo,
Damien disse…
Nós temos cinco sentidos:
são dois pares e meio de asas.

[David Mourão-Ferreira]

Sim, caminho.
Contigo,

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