Que o homem é a mais nobre das criaturas, pode inferir-se de nenhuma outra ter contestado tal afirmação.
De amor III
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Vivemos no sítio e no lugar em que o ar se inicia. Vivemos, sabemos, vivemos entre os dois, agora, um no outro, diariamente, em gestos que vemos, nas nossas mãos que nos desejam.
E toda a tua cara é mel para a minha boca, e todo o teu corpo alimento para os meus olhos; os teus braços compridos e mãos que queimam, palpitam, o teu cheiro, os teus pés. Chamo-te desejo.
Pisam a floresta escura, cuja primitiva disposição desde sempre projecta a sua sombra; ponderam a corrente e as marés do oceano, observam as variadas formas de vida que os rodeiam: as aves que assombram florestas e planicies, os peixes que nadam, os mares, os rios, as correntes e os ângulos das suas margens; espreitam a vida que decorre o espaço e o seu tempo.
Os dedos das sombras sabem o caminho. Até os mais vazios, expiram mortos e deixam rastos de vida. A intuição liberta a inibição onde descansam os sonhos, cativando sem tentar. O medo é deixado só, intocável, invisível, não sentido, sem sentido. Um anjo caído, um sonho. Um pulsar que desejas, “fica”.
Comentários
[F.M.]
Assim e sempre tudo assim...
Tudo,
por um sorriso, um céu;
por um beijo...não sei
que te daria eu.
[G.A. Bécquer]
Por uma vida contigo, tudo.