Meditações (2ª via)



Até as árvores me compreendem! Eu também me deito debaixo delas, não deito? Eu sou como um monte de folhas. Contudo, eu nunca me iludi com as maravilhas da vida pastoral, nem com a nostalgia de um passado inocente de actos perversos no campo. Não. Nunca é preciso sair dos limites da cidade para ter desejos de espaços verdes — eu nem consigo apreciar uma folha de relva sem saber que há uma estação de metro à mão, ou uma loja de discos ou qualquer outro sinal de que as pessoas não se arrependeram da vida. É mais importante afirmar o menos sincero; às nuvens é dada atenção suficiente tal como são e mesmo elas continuam a passar. Será que sabem o que estão a perder? Pois…

Comentários

Maria disse…
'Para compreender que o céu é azul por toda a parte, não é preciso dar a volta ao mundo.'

[Goethe]

Mas hoje sei aquilo que nenhum 'anjo' sabe...
Tudo,
Damien disse…
Um pulsar que desejas, “fica”.
Tudo,

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