Serena



Serenidade. Desejo-te: eu que sei o que procuro. Olhamos a vida em torno, apaixonadamente -sempre- em nós o calor de uma chama dupla. Olhos despertos. De música nos ouvidos. Os dedos felizes. Todo o sabor agridoce da vida, na língua.

Comentários

Maria disse…
Começa o tempo onde a mulher começa...

Espero o tempo com a face espantada junto ao teu peito
de sal e de silêncio, concebo para minha serenidade...

És tu que me aceitas em teu sorriso, que ouves,
que te alimentas de desejos puros.

Começa o tempo onde a boca se desfaz na lua,
onde a beleza que transportas como um peso árduo
se quebra em glória junto ao meu flanco...

Beijarei tuas mãos fecundas, e à madrugada
darei minha voz confundida com a tua.

E estás em mim...

[H.H.]

Sempre.
A vida toda,
Damien disse…
Amor é privilégio de maduros
estendidos na mais estreita cama,
que se torna a mais larga e mais relvosa,
roçando, em cada poro, o céu do corpo.

É isto, amor: o ganho não previsto,
o prêmio subterrâneo e coruscante,
leitura de relâmpago cifrado,
que, decifrado, nada mais existe

valendo a pena e o preço terrestre,
salvo o minuto de ouro no relógio
minúsculo, vibrando no crepúsculo.

Amor é o que se aprende no limite,
depois de se arquivar toda a ciência
herdada, ouvida. Amor começa tarde.

[C.D. de Andrade]

Sempre.
Pelo menos uma vida,

Mensagens populares deste blogue

Lua em branco

Deslamento

Quatro