Respiro ao ver-te sorrir e vivo no teu abraço. Nada pode enjaular os teus olhos, nem proíbir que busquem o mundo até aos seus confins. Até que o próprio mundo esteja no teu olhar: o meu mundo.
Onde estão as bases de uma república genuína, com instituições livres? Temos apenas uma classe governante e uma governada. Onde estão os cidadãos, sem os quais a administração de uma cidade é uma impossibilidade? Temos apenas funcionários. Devido ao governo de tiranos, demasiado lento, existe demasiado desacordo, perde-se demasiado tempo com burlas, estes senhores escravizaram-se a si mesmos. Os cidadãos preferiram ver-se a si mesmos cair vítimas daqueles que elegeram, sem direitos legais, ilusoriamente iguais a todos.
Todas as memórias, todas as caras de dia e de noite em um milhão de sítios diferentes. Todas passaram e em dado tempo acabaram como todas as coisas em dado tempo começam.
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o meu mundo.
[F.M.]
O nosso...
Tudo,
Os nossos corpos nus e desejosos
Como serpentes brancas se enroscaram,
Tentando ser um só!
Ó beijos angustiados e raivosos
Que as nossas pobres bocas se atiraram
Sobre um leito de terra, cinza e pó!
Ó abraços que os braços apertaram,
Dedos que se misturaram!
Ó ânsia que sofreste, ó ânsia que sofri,
Sede que nada mata, ânsia sem fim!
– Tu de entrar em mim,
Eu de entrar em ti.
[José Régio]
Tudo, em ti.