Ele não


Alexander Rodchenko

Aquelas duas imagens entraram-lhe pelos olhos como a instantânea percepção da felicidade absoluta e sem condições. Ficariam consigo. Esta era a felicidade. Há quem o descubra depois, quando já é demasiado tarde e se torna, para sempre, um exilado: a milhares de quilómetros daquela imagem, daquele som, daquele aroma. À deriva. Ele não: continuava a caminhar.

Comentários

Maria disse…
"Dez anos é muito tempo. E vinte? Será tempo suficiente para fazer desaparecer o que de intenso se sente? Não.

Vivo agora um sentir de vinte anos que se tornou o meu futuro, a minha felicidade, o meu mais desejado presente."

[F.M.]

E eu contigo.
Toda,
Damien disse…
Juntos, absortos. Escutando de vez em vez o bater do coração do outro. Eu sorria. E, no meio do esquecimento refrescante, no melhor do sonho conseguido, surgia denso, alucinante, o respirar. Despenhando-se, atropelando os ecos, pequenas explosões, cada vez mais próximas.

Tudo,

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