Tu, a minha terra



É a luz, a que abriu os meus olhos, ligeira como um sonho, tranquila em cores delicadas sobre as formas das coisas. O encanto daquela terra plana, extendida como uma mão aberta. O susurro da água que alimenta o que a vida ainda não corrompeu, o futuro que espera como página branca. Tudo regressa vivo à mente, irreparável com o andar do tempo. Raíz de tronco verde, este amor primeiro, esta minha terra nativa.

Comentários

Maria disse…
Desta vez vou escrever-te um poema que vai ser um poema de amor, mas que não é apenas um poema de amor.

O amor, com efeito, é algo que não cabe num poema; pelo contrário, o poema é que pode caber no amor, sobretudo quando te abraço, e sinto os teus cabelos na boca...

Assim, este poema de amor é, mais do que um poema de amor, um exercício para escrever um poema de amor - mas um poema de amor a sério, sem comparações nem metáforas, só contigo, com o teu corpo, com a tua voz, com os teus cabelos, com aquilo que é real...

Meu amor, és tu...

[Nuno Júdice]

Sim, tu.
Tudo,
Damien disse…
O que guardo de ti não é da ordem da verdade mas sim da física: os teus joelhos, sabor de vinho na língua, perfume nos braços, olhar e voz que me abrasam; não se apagarão. Isso é só meu.

Sim, nosso.
Tudo,

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