Entre montes II



Uma tristeza sepulcral habita estes bosques. Há um escasso feixe da distante luz solar que perfura o maciço das copas e ilumina a terra. Como é profundo o silêncio. Interropido apenas pelo sussurro do vento inquieto ao passar por estes bosques velhos. Chega-nos ao ouvido a estranha melodia feita aqui na morada selvagem.

E agora, que as sombras incertas desvanecem e os pináculos das aldeias mais remotas se escondem; e as árvores-sombra se alongam, celebramos a tão esquecida vida.

Comentários

Maria disse…
caminho, porque há um intervalo entre tudo e eu, e nesse intervalo caminho e descubro o meu caminho.

Mas entre mim e os meus passos há um intervalo também: então invento os meus passos e o meu próprio caminho. E com as palavras de vento e de pedras, invento o vento e as pedras, caminho um caminho de palavras.

Caminho um caminho de palavras
(porque me deram o sol)
e por esse caminho me ligo ao sol
e pelo sol me ligo a mim
E porque a noite não tem limites
alargo o dia e faço-me dia

[A.R.Rosa]

Contigo.
Tudo,
Damien disse…
Procura a maravilha.
Onde um beijo sabe
a barcos e bruma.
No brilho redondo
e jovem dos joelhos.
Na noite inclinada
de melancolia.
Procura.
Procura a maravilha.

[E.de Andrade]

E encontro em ti a maravilha.
Tudo,

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