Que o homem é a mais nobre das criaturas, pode inferir-se de nenhuma outra ter contestado tal afirmação.
A pelar
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Subitamente vimos que a neblina se encaracolava nos montes; o mundo parecia expectante e à escuta. Então, aqui e ali, uma folha amarela; agora num mundo de folhas caídas, as chuvas sombrias de final de Inverno começam a pelar.
Onde estão as bases de uma república genuína, com instituições livres? Temos apenas uma classe governante e uma governada. Onde estão os cidadãos, sem os quais a administração de uma cidade é uma impossibilidade? Temos apenas funcionários. Devido ao governo de tiranos, demasiado lento, existe demasiado desacordo, perde-se demasiado tempo com burlas, estes senhores escravizaram-se a si mesmos. Os cidadãos preferiram ver-se a si mesmos cair vítimas daqueles que elegeram, sem direitos legais, ilusoriamente iguais a todos.
Os dedos das sombras sabem o caminho. Até os mais vazios, expiram mortos e deixam rastos de vida. A intuição liberta a inibição onde descansam os sonhos, cativando sem tentar. O medo é deixado só, intocável, invisível, não sentido, sem sentido. Um anjo caído, um sonho. Um pulsar que desejas, “fica”.
Comentários
'de noite escondo-me na cornucópia
do teu ouvido esquerdo, abrigada do vento,
contando as estrelas, rubras ou cor-de-ameixa.'
[Sylvia Plath]
Tudo, contigo.
Uma fundura - um azul - uma fragrância,
Que o êxtase transcende.
Há, também, numa noite de verão,
Algo tão brilhante e arrebatador
Que só para ver aplaudo -
E escondo minha face inquisidora
Receando que um encanto assim tão trêmulo
E subtil, de mim se escape.
[Emily Dickinson]
Tudo, contigo.