Eu que digo



Como parece vazia a cidade agora que foste. Um deserto de ruas tristes, onde as magras paredes nada escondem a desejar; a luz solar cai distorcida, tombam caras mortas em salões de pedra. O zumbido dos motores flutua a intervalos; mas todo este ruído esconde um longo gemido.

O que vale a pena perseguir? Como é estranho que outros homems sigam uma vida acustomada. Eu odeio o seu interesse nas coisas que eles fazem. Uma horda de espectros a repetir sem mudar uma velha rotina. Sozinho sei que os dias continuam a nascer e que o mundo parou, sem ti.

Comentários

Maria disse…
Num deserto sem água
Numa noite sem lua
Num país sem nome
Ou numa terra nua
Por maior que seja o desespero
Nenhuma ausência é mais funda do que a tua.

[Sophia M.B.A.]

Antigamente era assim.
Agora o teu nome é o mundo inteiro.
Tudo,
Damien disse…
Para atravessar contigo o deserto do mundo
Para enfrentarmos juntos o terror da morte
Para ver a verdade para perder o medo
Ao lado dos teus passos caminhei

[Sophia M.B.A.]

Contigo caminho.
Sempre,

Mensagens populares deste blogue

Lua em branco

Deslamento

Quatro