A não razoabilidade de se deixar estar



Foi navegar sem medo em cima de uma folha de lótus, apesar da razão lhe ter dito, "deixa-me orientar-te ou vais passar mal." Riu-se para a ansiosa razão e respondeu, "tu pareces-me muito em baixo. Vai, caminha antes pela margem, eu rumarei a minha própria canoa." E assim a razão, arrastando-se à margem, a observá-lo na frágil embarcação, pensava "apesar da caminhada desinteressante, o barco é arriscado. Irás naufragar."

Ele despediu-se, "espero encontrar-te no meu destino, um dia mais tarde."

Comentários

Maria disse…
"Acaso ou destino? Na realidade não interessa atribuir um nome ao que me levou a ti, o essencial é ter chegado. Da dúvida "será ela(e)?" até à certeza de seres Sim e Te chamar vida, passaram então 20 anos." [F.M.]

Assim mesmo. Eu estava - estou - lá.
Contigo,
Damien disse…
Assim mesmo, estamos cá e assim somos.
Contigo,

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