Adstringência



Não é desvendado o tempo nocturno do seu cabelo, apesar da embriaguez crescente quando ela o entorna sobre o teu rosto: cordas que tremem sobre um arco. Foi naquela noite que a viu dançar, o movimento e o impalpável flutuar das suas roupas, a sua garganta erguida, o seu rosto brilhante.

Foi naquela noite que ele a ouviu cantar na sala verde, quando já ninguém dançava, através da espessura das paredes. (Como iria chegar a ela, colocando de parte o parecer amargo?)

Comentários

Maria disse…
Ter-te nos meus braços, beijar aquele troço de pele onde o cabelo se converte numa penugem sedosa.

O perfume adocicado a misturar-se com outro aroma, o meu; a tua mão que descansa no meu peito,

e as pontas dos teus dedos que descem tamborilando pelos meus músculos; rodamos enlaçados;

estremecimento selvagem e aquele quarto fragmenta-se em luz e sombra e dissolve-se.

F.M.

Tua,
Damien disse…
Apenas para que mil vezes nos incendeie o abraço dos que se amam. Mil vezes renascemos cada dia.

Beijo-te,

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