Ser imerso



Não é a carne viva dos teus pés, nem as tuas mãos agarrando o centro das atenções; nem a espessura abrupta do teu riso quando, contrariando o contexto com a sua nudez iluminada, vislumbra a sua sombra alarmada, contorcendo-se.

Como é que, então, agora tão perfeitamente consciente, tão sensível às oscilações do vento ou da luz, te ergues silenciosamente sob o azul do ar? Em ela estás imerso.

Comentários

Maria disse…
é sobre o corpo descoberto que arde
a água do outono
...
pois só pode
arder imerso quando tudo arde...

[Gastão Cruz]

Tudo assim, contigo.
Beijo-te,
Damien disse…
Observo o modo como os olhos compreendem levemente cada momento e cada movimento. Deixas-te ir?

Deixo-me ir.
Contigo,

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