A anos de negligência



Olhou para ela. Ele percebeu. Ela adormeceu.

Ela acordou e viu-o ali com a caixa de ferramentas ao seu lado. Ele estava a um milhão de quilómetros de distância, do outro lado do oceano, e no entanto parecia ainda estar ali ao lado dela. Ela espreitava as mãos que traziam de volta a maravilha, que faziam desaparecer todos os anos de negligência.

Comentários

Maria disse…
Algo acontece. Continua a acontecer. É inevitável. Era noite e agora é dia. Agora ainda mais.

Quem era quem? Eu estava nela e Ela em redor de mim.

Ele:
Quem no mundo pode afirmar que alguma esteve unido assim a um outro Ser humano? Eu Sou Uno.
Nessa noite eu aprendi o que era o espanto. Ela levou-me a casa. E encontrei-me em casa.
Era uma vez... e portanto Será!
Terei vivido dentro dela. Somente o espanto sobre Nós, o espanto sobre o Homem e a Mulher que fez de mim um Ser humano.
Eu Sei Agora Aquilo que nenhum Anjo sabe.

in, As Asas Do Desejo

Assim mesmo, contigo.
Beijo-te,
Damien disse…
E por vezes as noites duram meses
E por vezes os meses oceanos
E por vezes os braços que apertamos
nunca mais são os mesmos E por vezes

encontramos de nós em poucos meses
o que a noite nos fez em muitos anos
E por vezes fingimos que lembramos
E por vezes lembramos que por vezes

ao tomarmos o gosto aos oceanos
só o sarro das noites não dos meses
lá no fundo dos copos encontramos

E por vezes sorrimos ou choramos
E por vezes por vezes ah por vezes
num segundo se envolam tantos anos.

[David Mourão-Ferreira]

Contigo,

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