O gato de Bangkok

Bangkok, Set 2011 (Foto: Maria João T)
Um gato de corpo elástico, de olhos cor de mel e pêlo sujo. Levanta a cabeça para se orientar, e logo o avanço sonolento. Pára silencioso ao pé da caixa pendurada, vagueia, estende-se, enlaça-se em si mesmo, e encerra-se os olhos de um dia moribundo. Começa agora o desfile nocturno de desafio à melancolia.

Comentários

Maria disse…
"Às vezes abro a janela e encontro o jasmineiro em flor. Outras vezes encontro nuvens espessas. Avisto crianças que vão para a escola. Pardais que pulam pelo muro. Gatos que abrem e fecham os olhos, sonhando com pardais. Borboletas brancas, duas a duas, como refletidas no espelho do ar.

Ás vezes, um galo canta. Às vezes, um avião passa. Tudo está certo, no seu lugar, cumprindo o seu destino. E eu me sinto completamente feliz.

Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas, que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem, outros que só existem diante das minhas janelas, e outros, finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim." Cecília Meireles

Beijo-te,
Damien disse…
Hoje desperta-me a esperança, a obscuridade do naufrágio escapa-se como um gato pela janela e alguém regressa. Alguém regressa sem pressa, com um pequeno pedaço de eternidade entre as mãos.

Beijo-te,

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