Da ordem do sentir



Não posso escrever sobre ti uma verdade superior a ti mesma. Não poderei ir mais além. O que guardo de ti não é da ordem da física: os teus joelhos, sabor de vinho na língua, perfume nos braços, olhar e voz que me abrasam; não se apagarão. Isso é só meu.

A noite leva-me a luz, objectos que não se vêem, intuem-se. E o silêncio é o que cai quando tudo se sabe e nada se espera.

Comentários

Maria disse…
'Penso em ti, revisito momentos roubados ao tempo. Sinto, respiro-te, revejo o teu olhar que sorri, ouço as palavras ditas, suspiradas.
O teu aroma, o teu toque, a tua pele. Comigo, as estrelas que juntos vimos desaparecer, um novo dia. Comigo, tu.

E sim, há coisas que se deixam ir como outras se guardam. Como este dia.

E não ter medo das sombras,
nem das aves negras nos meus braços de mármore,
nem de te ter perdido – não ter medo de nada...'

...-te.
Damien disse…
À deriva até ao pensamento de uma noite de final de verão, aquela noite em que o tempo se lembrou de parar, mesmo que só e apenas por uns escassos minutos.

...-te.
Maria disse…
'Sinto a distância entre os teus olhos e os meus. Entrego-te a respiração, é o que tenho além de pensamentos, do tempo que passa em mente... olhar-te, pensar em que pensas, quando se irão os teus lábios mover, os teus olhos fugir e regressar e fugir. Fecho os olhos e vejo-te...'

Tudo, muito mais do 'que só e apenas por uns escassos minutos'...

...-te, tudo.
Damien disse…
Sim, muito mais do que uns escassos minutos.

...-te, tudo.

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