Que o homem é a mais nobre das criaturas, pode inferir-se de nenhuma outra ter contestado tal afirmação.
Três anos
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Azenha do Mar, 2013
Ter tempo e mundo suficientes. Onde ir, pensaríamos sentados. Eu, a desejar cem anos olhos nos olhos teus, duzentos a sentir-te; talvez trinta mil para tudo quanto resta. Mil anos pelo menos, para cada pedaço de ti.
Tenho em mim que havemos sempre de viver juntos um com o outro que havemos de selar os nossos destinos na terra, na água, no ar e no fogo no fogo que irradias ... e que a água vem apagar e não apaga no ar que nos consome e que nós respiramos os dois juntos
Cada vez que me sinto extraviado, confuso, penso em árvores, recordo o seu modo de crescer. Raízes e copa com a mesma medida, hei-de estar nas coisas e sobre elas. E logo, quando se abram caminhos e não saiba qual seguir, não sigo um qualquer ao azar: sento-me e aguardo. Respiro com a profundidade que respirei no dia em que nasci, sem permitir que nada me distraia: aguardo e aguardo mais ainda. Fico quieto, em silêncio, e escuto-me. E quando me ouço, levanto-me e vejo onde me levo.
E veio então à mente, como operar a minha própria estação, facetas de degradação, ter a astúcia de aceitar. Vagueava o olhar, movia-se tudo rapidamente. Cercado, coberto pela vontade de sobreviver para escapar ao comum, impedindo o desastre, tentando desenterrar-me. O reservatório da esperança, a metástase do sacrilégio excedente lentamente drenada pelo comum, a conformidade do rebanho.
Comentários
juntos um com o outro
que havemos de selar os nossos destinos
na terra, na água, no ar e no fogo
no fogo que irradias
... e que a água vem apagar e não apaga
no ar que nos consome e que nós respiramos os dois juntos
A. Gancho
E eu, contigo.
Beijo-te,